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L63.9 Alopécia areata, não especificada

L63.9 Alopécia areata, não especificada


A alopecia areata é uma doença considerada autoimune, que se processa assintomaticamente, caracterizando-se pela repentina perda dos cabelos, cujas áreas afetadas (distantes uma da outra) ficam lisas, sem que haja qualquer alteração e/ou inflamação na pele do couro cabeludo – embora alguns pacientes já tenham se queixado de prurido ou queimação que antecederam o surgimento das placas circulares ou ovais. Além disso, em 10% a 50% dos casos costumam aparecer alterações na superfície das unhas, como se elas tivessem sido arranhadas por alfinetes (“estriadas”) ou, ainda, como se contivessem pontinhos aprofundados, feito um “dedal”.

A autoimunidade deste tipo de alopecia está relacionada ao mecanismo em que o sistema imunológico ataca os folículos capilares (as estruturas produtoras dos fios de cabelo), sendo que isto pode acometer qualquer pessoa, independentemente do sexo, da ascendência e idade. A Tricosalus Clinics, por exemplo, atende diferentes pacientes com o mesmo problema.

Quanto às causas da alopecia areata, continuam sendo realizados importantes estudos, conquanto já se saiba que existe uma relação entre esta doença e a herança genética. Em certos casos (a minoria), também há uma associação entre o aparecimento das placas circulares de alopecia e a existência de outras doenças autoimunes, como, por exemplo, alterações na tireoide, diabetes, vitiligo, lúpus, sendo estes, portanto, os seus fenômenos desencadeantes. Naqueles que já são predispostos geneticamente, o estresse é outro fator que pode vir a desencadear a alopecia areata.

Por se tratar de uma doença na qual o sistema imunológico ataca os folículos, a alopecia areata não se manifesta exclusivamente no couro cabeludo, podendo, desta maneira, atingir outras regiões, como, por exemplo, as sobrancelhas, os cílios, a barba ou qualquer outro local do corpo onde existam pelos.

Da alopecia areata às alopecias total e/ou universal: as possibilidades de retrocesso ou de avanço da doença
Tanto existe a possibilidade de remissão quanto de evolução da alopecia areata.

Por não haver comprometimento cutâneo, a área calva mantém os folículos vivos; assim, os fios podem tornar a crescer, sem a necessidade de qualquer tratamento.

A repilação pode ocorrer totalmente em semanas ou, até mesmo, dentro de alguns meses, sendo que, em alguns casos, os cabelos/pelos podem nascer brancos e finos, para somente depois se repigmentar e retomar a sua consistência normal.

Há outros casos, no entanto, nos quais a alopecia areata evolui. Embora o espaçamento inicial entre uma área afetada e outra, é possível que, com o surgimento de novas lesões, estas aumentem ao ponto de se unir, dando-se, então, a perda completa dos fios (a chamada “alopecia total”). Existem, ainda, situações extremas, quando todos os cabelos e pelos do corpo caem (denomina-se “alopecia areata universal”).

As indicações de tratamento, assim como a realização do diagnóstico, devem ser feitas por um profissional qualificado na área – o dermatologista ou, ainda, o tricologista, que é o dermatologista com especialização em cabelos, sendo esta, também, a recomendação da Tricosalus.

O tratamento da alopecia areata: aspectos gerais
Ao longo da vida de quem tem alopecia areata podem ocorrer diversos episódios de queda, seguidos de recuperação parcial ou total do cabelo perdido – ainda que a perda dos fios também possa ser irreversível.

Para tanto, existem variados tratamentos utilizados no combate a esta doença, sendo que a característica clínica de cada caso é o que determinará qual deles deverá ser o mais indicado pelo dermatologista ou tricologista. Quanto à duração do tratamento, isto dependerá da resposta de cada paciente.

Nos adultos com menos de 50% de comprometimento do couro cabeludo, o tratamento mais comum é a injeção de cortisona, aplicada diretamente na área afetada (em geral, a cada 3 ou 4 semanas), diminuindo, deste modo, a atividade do sistema imunológico.  Entretanto, tal tratamento não impede o aparecimento de novas placas circulares de alopecia[1].

Dependendo do caso, o tratamento também pode ser complementado com produtos de uso local à base de minoxidil (substância que estimula a síntese de DNA no folículo piloso, aplicada diretamente no couro cabeludo) ou antralina (creme ou pomada cujas propriedades são antiproliferativas), com retinoides ou corticoides – embora a cortisona por seja cada vez menos usada.

Quanto ao uso da cortisona via oral, a sua ingestão tem sido cada vez menos recomendada, pois, apesar de ter bom efeito no crescimento dos cabelos, ela apresenta muitos efeitos colaterais, como aumento de pressão arterial, risco de diabetes, glaucoma e osteoporose, estando reservada, portanto, aos casos de grande resistência ao tratamento, sempre com muito critério e cuidado médico. (Porém, uma vez suspensa a medicação, o cabelo cai novamente.)

Existe também o tratamento com cortisona de uso tópico (aplicada diretamente no couro cabeludo), que, por ser menos eficaz, apenas complementa o tratamento injetável.

Em crianças, o uso tópico tende a ser a primeira opção, numa tentativa de evitar as injeções.

Nos casos intensos, quando a maior parte dos cabelos cai, o tratamento fica mais complexo, e a resposta aos medicamentos nem sempre é favorável. Por esta razão, são aplicadas substâncias de uso local que sensibilizam o couro cabeludo e que controlam o processo de autoimunidade, como o DNCB e o SADBE – produtos químicos capazes de provocar reações imunológicas quando colocados em contato com a pele das áreas afetadas.

Por que buscar tratamento
Embora não seja obrigatório e a alopecia areata apresente uma condição benigna, que tende a regredir espontaneamente, o seu correto tratamento é uma iniciativa muito importante.

Apesar de não prevenir novas recidivas, ele costuma ser indicado porque a alopecia pode causar determinados distúrbios psicológicos – existem casos em que, envergonhadas da sua própria imagem, as pessoas que desenvolvem a doença chegam a se privar do convívio social, podendo sofrer também de uma acentuada insegurança, entre outros aspectos.

Assim, se você (ou alguém próximo) for surpreendido pelo surgimento de áreas calvas no couro cabeludo, busque ajuda profissional.

Lembre-se de que a Tricosalus Clinics dispõe de uma equipe formada por especialistas experientes, devidamente qualificados para realizar o correto diagnóstico de qualquer tipo de problema capilar e indicar o adequado tratamento de que você precisa.

[1] Informações disponíveis no site da National Alopecia Areata Foundation (NAAF), com sede em San Rafael, CA – instituição fundada em 1981 com a missão de “apoiar a investigação a fim de encontrar uma cura ou tratamento aceitável para a alopecia areata, apoiar aqueles com a doença e educar o público em relação a este tipo de alopecia” –: http://www.naaf.org. Acesso em 8 set. 2012.